Quem são os 15 alvos da operação que mira núcleo financeiro do Comando Vermelho em MT

Paulo Witer Farias Paelo, O "W.T."; Katani Adorno Bocardi; Emerson Ferreira Lima, o "Gordão"; Dayane Karol Moreira da Silva; Alex Júnior Santos de Alencar, o ...

Quem são os 15 alvos da operação que mira núcleo financeiro do Comando Vermelho em MT
Quem são os 15 alvos da operação que mira núcleo financeiro do Comando Vermelho em MT (Foto: Reprodução)

Paulo Witer Farias Paelo, O "W.T."; Katani Adorno Bocardi; Emerson Ferreira Lima, o "Gordão"; Dayane Karol Moreira da Silva; Alex Júnior Santos de Alencar, o "Soldado" e Brunno Passos da Silva, o "Bruninho" Montagem g1 Ao todo, 15 pessoas são investigadas na Operação Replay, que mira o núcleo financeiro da facção criminosa Comando Vermelho e resultou no cumprimento de mandados de prisão em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro, nessa quinta-feira (30). A ação é coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Civil não havia informado quantos investigados foram presos e quantos permaneciam foragidos. O g1 apurou a identidade dos alvos da operação. Os investigados são: Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como "W.T."; Emerson Ferreira Lima, o "Gordão" ou "GD"; Alex Júnior Santos de Alencar, conhecido como "Soldado"; Wellen de Amorim Gomes; Aldemir de Assis Campos, o "Tucão"; Giselly Breier Streck; Katani Adorno Bocardi, esposa de Emerson Ferreira Lima; Thawany Nunes Silva de Bulhões, esposa de Paulo Witer Farias Paelo; Dayane Karol Moreira da Silva; Jhonatan Alves Ventura; Brunno Passos da Silva, conhecido como "Brunninho"; Paulo Vinicius Gabriel de Araújo; Wires Alves Guerra; Nagilda Cândida Ferreira Lima; Fernando Wagner Moraes Amorim. O g1 tenta localizar a defesa dos citados. A prisão mais recente foi a de Katani Adorno Bocardi, esposa de Emerson Ferreira Lima, conhecido como "Gordão", na madrugada desta sexta-feira (31), no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, logo após desembarcar de uma viagem a Paris, na França. Segundo a investigação, ela passou a ser monitorada pela Polícia Federal quando chegou em São Paulo e foi presa ao desembarcar em Mato Grosso. Esposa de investigado por esquema de lavagem de dinheiro é presa ao desembarcar em MT De acordo com o delegado Vitor Hugo Caetano, Katani exercia um papel estratégico na movimentação financeira investigada e atuava ao lado de Paulo Witer Farias Paelo, o "W.T.", apontado pela Polícia Civil como o tesoureiro da organização criminosa. O marido de Katani foi preso nessa quinta-feira. Também foram presos a advogada Dayane Karol Moreira da Silva e os jogadores de futebol amador Alex Júnior Santos de Alencar, conhecido como "Soldado", e Brunno Passos da Silva, chamado de "Brunninho". Já W.T., que está preso desde 2024, teve um novo mandado de prisão preventiva cumprido. Papéis na organização Segundo a Polícia Civil, cada investigado exercia uma função específica para manter o funcionamento da estrutura financeira da facção. As investigações apontam que "W.T." continuava comandando parte das operações mesmo preso. Conforme a apuração, ele utilizava aparelhos celulares dentro da PCE para manter contato com integrantes que estavam em liberdade e repassar ordens relacionadas à movimentação de dinheiro, aquisição de bens e ocultação de patrimônio. O g1 questionou como ele mantinha os aparelhos dentro da unidade prisional, mas a Polícia Civil não informou detalhes para, segundo eles, não atrapalhar as investigações. Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como "W.T." Reprodução A advogada Dayane Karol Moreira da Silva, conforme a investigação, era responsável por regularizar documentos de imóveis registrados em nome de terceiros para conferir aparência de legalidade ao patrimônio do grupo. Já Alex Júnior Santos de Alencar é apontado como um dos principais operadores de "W.T." fora da prisão, enquanto Brunno Passos da Silva mantinha contato direto com o apontado tesoureiro e auxiliava no cumprimento das determinações repassadas por ele. R$ 38 milhões bloqueados Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores ligados ao grupo criminoso. Segundo a Polícia Civil, foram sequestrados aproximadamente R$ 20 milhões em imóveis e veículos de luxo, incluindo propriedades de alto padrão em Santa Catarina. Também foram bloqueados cerca de R$ 18 milhões em ativos financeiros, totalizando aproximadamente R$ 38 milhões em patrimônio indisponibilizado. A Operação Replay é resultado das investigações iniciadas nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. De acordo com a Polícia Civil, mesmo após as fases anteriores da investigação e a prisão de "W.T.", a organização criminosa conseguiu manter ativa a estrutura financeira, movimentando recursos, ocultando patrimônio e utilizando pessoas de confiança para dar continuidade às atividades ilícitas. A nova fase da operação busca desarticular justamente esse núcleo responsável por administrar e preservar o patrimônio da facção.